O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) cobrou da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e dos ministério das Comunicações e da Saúde esclarecimentos sobre o problema da "convivência com as torres". Ele disse estar preocupado com as incertezas quanto aos efeitos da radiação emitida por torres de celulares, problema "está tirando a tranqüilidade da população".
Monitoramento
O diretor de Laboratórios e Infra-Estrutura de Redes do CPqD, Sebastião Sahão Júnior, sugeriu que os efeitos da radiação na saúde humana podem ser contidos se houver adequado monitoramento dos equipamentos que produzem radiação não-ionizante. Sahão Júnior informou que um sistema de monitoramento para uma cidade do porte de Campinas, com 1 milhão de habitantes, custa em torno de R$ 250 mil para instalação e R$ 15 mil por ano para manutenção.
De acordo com o coordenador-geral de Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Neto, há evidências científicas de que a exposição de uma pessoa a campo eletromagnético pode induzir a problemas visuais como a catarata.
A regulamentação de torres de telefonia celular está sendo discutida em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia. O evento ocorre no plenário 13.
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Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Pierre Triboli
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