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Candidato a vereador nega conhecer origem dos R$ 20 mil

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 8 de dezembro de 2005
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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar suspendeu a reunião logo depois de ouvir o comerciário Daniel Barbosa, arrolado como testemunha pelo deputado Pedro Canedo (PP-GO), relator do processo de cassação do deputado Professor Luizinho (PT-SP). Barbosa, que foi candidato a vereador pelo PT em Ribeirão Pires (SP), no ano passado, afirmou desconhecer a origem dos R$ 20 mil repassados pelo ex-assessor de Professor Luizinho José Nilson dos Santos, que também prestou depoimento hoje.

Trabalho de design

O dinheiro foi sacado das contas do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do suposto esquema do "mensalão". Santos utilizou os recursos para pagar o designer gráfico José Carlos Nagot pela criação da logomarca da campanha de Barbosa e outros dois pré-candidatos do PT à Câmara de Vereadores.

Daniel Barbosa negou até mesmo saber que o serviço seria pago, já que recebeu a oferta do trabalho de design gráfico do assessor e "aceitou de bom grado". O comerciário também negou ter recebido apoio de Professor Luizinho nas eleições de 2004. "Grande parte dos gastos de campanha vieram da coordenação municipal do PT", declarou. Barbosa recebeu 470 votos e não foi eleito.

Wanderval Santos

O Conselho de Ética volta a se reunir às 15 horas, também no plenário 11, para ouvir o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas, arrolado como testemunha pelo relator do processo contra o deputado Wanderval Santos (PL-SP), deputado Chico Alencar (Psol-RJ).

Wanderval é acusado de ter quebrado o decoro parlamentar pelo fato de seu motorista Célio Marcos Siqueira ter sacado R$ 150 mil da conta da agência de publicidade SMPB, de Marcos Valério.

Reportagem - Maria Clarice Dias

Edição - Francisco Brandão

 

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