O chefe da Divisão de Planejamento do Subdepartamento de Serviço Aéreo do Departamento de Aviação Civil (DAC), tenente-coronel Robson Fernandes Ramos, anunciou há pouco que o órgão vai reduzir os padrões de atraso de vôo em breve. Antes, uma hora era atraso para vôo internacional; e 30 minutos, para vôo nacional. Segundo Ramos, esse período passará a ser de 30 minutos para vôos internacionais e de 15 para os nacionais.
Durante audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle sobre o atendimento da Varig, o tenente-coronel explicou que o DAC pretende dar maior transparência nas operações de vôo, para que o usuário possa ter conhecimento dos reais motivos dos atrasos.
Overbooking
Quanto à prática do overbooking , a venda de passagens em número superior ao da capacidade da aeronaves, o tenente Robson disse que os aviões estão saindo em média com 70% de assentos ocupados. Ele explicou que essa taxa de 30% dos assentos ociosos está dentro dos padrões internacionais e que é uma média saudável para a indústria, mas que naturalmente, durante alguns momentos, pode haver excesso de passageiros.
Usuários desprotegidos
O deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que solicitou o debate, considerou os depoimentos da audiência pública pouco satisfatórios.
Para o deputado, os usuários de transporte aéreo ainda estão desprotegidos no Brasil porque dependem do arbítrio das empresas aéreas na fixação dos horários e dos cancelamentos de vôos. Ele acrescenta que falta instrumentos do Estado para exigir o cumprimento dos contratos do transporte aéreo.
Recuperação judicial
O diretor-técnico da Varig, Antônio Flávio Torres Martins Costa, explicou que o processo de recuperação judicial durou seis meses, e que já está em fase final, devendo ser concluído até o início de janeiro. O processo culmina com um acordo de credores que, segundo o diretor-técnico, está bem próximo de ser atingido. São três os grupos de credores: dos funcionários, dos credores com garantia e dos sem garantia. "Quando todos esses grupos estiverem acordados, a competitividade da empresa vai aumentar."
Martins Costa acredita que, com o término do processo, a empresa estará reestruturada, criando uma situação que vai dar novo ânimo à própria empresa e aos usuários. "Ao final desse processo, a empresa terá mais facilidade para atender mais passageiros e ser pontual."
O debate se encerrou há pouco.
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Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição - Regina Céli Assumpção
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