A Comissão de Desenvolvimento Urbano vai debater nesta quarta-feira (7) com o ministro das Cidades, Márcio Fortes, os sistemas de coleta de esgoto a vácuo, ainda pouco utilizados no Brasil. O encontro foi solicitado pelo presidente da comissão, deputado Júlio Lopes (PP-RJ), relator do Projeto de Lei 5296/05 , do Executivo, que institui política nacional de saneamento básico. A expectativa de Lopes é que o encontro resulte na apresentação de propostas que ajudem a construir uma solução voltada para a oferta de saneamento para toda a população.
Pouca água
Os sistemas de esgotos a vácuo surgiram no Brasil há cerca de quatro anos. Grandes edifícios, como shopping centers e condomínios residenciais, começaram a utilizar os sistemas, que exigem uma quantidade mínima de água e utilizam estruturas mais leves e resistentes, em PVC, que podem ser colocadas a uma profundidade de apenas 1,2 metro.
A organização Instituto do PVC afirma que o esgoto a vácuo permite a utilização de pouca água, além necessitar de menos energia e mão-de-obra. Ainda assim, seu custo inicial ainda é relativamente alto e as vantagens só aparecem ao longo do tempo, afirma ainda a entidade, no site www.institutodopvc.org.
O esgoto a vácuo funciona por meio de um mecanismo de diferença de pressão na tubulação, o que faz com que os dejetos sigam para estação a uma velocidade entre 4,5 metros por segundo e 5,5 metros por segundo. Em cada casa, um pequeno reservatório é instalado. Um sensor abre uma válvula de acesso à tubulação, que suga o material. Após o esvaziamento do reservatório, a válvula é fechada.
Convidados
Além do ministro Márcio Fortes, participarão do encontro o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Abelardo de Oliveira Filho; o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Paulo Lustosa; o diretor do Departamento de Engenharia da Funasa, José Raimundo Machado; o representante da Norbra Construção e Empreendimentos Ltda., Morten Kalleberg Breiby; e os representantes da Tavola Engenharia e Comércio Ltda., Marco Antonio Cerulli e Richard Olivier Laveder.
A audiência pública terá início às 11 horas no plenário 16.
Da Redação/SC
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