A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o tráfico de animais e plantas silvestres brasileiros e a biopirataria ouve nesta quarta-feira (7) depoimentos sobre o tráfico de arara-azul-lear. Serão ouvidos o presidente da ONG Fundação Bio-Brasil, Pedro Cerqueira Lima; do comerciante de madeira em São João do Paraíso (BA), Alfred Mark Raubitschek; e do motorista Nelson Simplício Figueiredo, supostamente envolvido com o tráfico.
Arara-azul-lear
Na CPI da Biopirataria que antecedeu à atual, foi investigado tráfico de arara-azul-lear (psitacídeos), na região do Raso da Catarina, no sertão baiano. Em depoimento nesta CPI, em 16 de março deste ano, a ex-chefe da Estação Ecológica do Raso da Catarina Kilma Raimundo Manso demonstrou a precária situação daquela unidade de conservação e das espécies da fauna. Kilma lembrou que a situação é agravada pelo fato de estas espécimes dependerem de outros ambientes situados no entorno da estação ecológica, em áreas essas situadas em propriedades particulares.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que solicitou a audiência, conta que a atual CPI recebeu notícias recentes de que a região corre mais risco devido ao falecimento de um dos proprietários vizinhos à estação ecológica. Segundo o deputado, o local é de significativa importância para a sobrevivência dos psitacídeos e a propriedade estaria na mira de possíveis adquirentes sem maiores compromissos com a preservação ambiental.
O deputado Sarney Filho (PV-MA), que também pediu o debate, lembra que a região do Cipó, na Bahia, e várias áreas nos entornos, já é nacionalmente conhecida como uma das principais fontes de animais silvestres do País, em especial de piscitacídeos, e que já tinha sido apontada como tal pela CPI anterior.
A reunião será às 14h30, no plenário 7
Da Redação/ RCA
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