Os integrantes do Conselho de Comunicação Social aprovaram nesta manhã o relatório elaborado pelo conselheiro Paulo Tonet, que nega a possibilidade de classificação de programas jornalísticos transmitidos ao vivo. Essa possibilidade foi questionada pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação Indicativa do Ministério da Justiça. Tonet considerou impossível esse tipo de classificação e defendeu a reclassificação de programas "sensacionalistas" que misturam ficção e notícias.
Segundo o conselheiro, programas jornalísticos precisam estar relacionados a fatos que expressem a realidade. "Classificar esses programas seria aceitar que os fatos tenham horário apropriado para ir ao ar", considerou. O conselheiro reiterou ainda que a Constituição determina que não pode haver embaraços ao direito à informação.
Sensacionalismo
A próxima reunião do conselho, marcada para o dia 6 de março, tratará de medidas para classificar programas considerados "sensacionalistas". Uma comissão especial foi criada para avaliar o tema e apresentar subsídios ao conselho. Os trabalhos dessa comissão serão dirigidos pelo conselheiro Gilberto Leifert, representante das empresas de televisão.
A reunião do conselho foi interrompida e será retomada às 14h30, quando será realizada audiência pública com o presidente da empresa Vivo, Roberto Oliveira de Lima, que falará sobre "Convergência Tecnológica nos Meios de Comunicação". A audiência deverá ser realizada na sala 6 da ala Nilo Coelho, no Senado.
Leia mais:Conselho de Comunicação cria comissão de marco regulatórioVivo nega interesse em produção de conteúdo e radiodifusãoVivo pretende continuar a investir em grandes redesConselho aprova documento que protege usuário de TV a caboConselho encerra duas comissões e flexibiliza discussõesConselho aceita consultas da sociedade e de outros poderesConselho de Comunicação debate convergência tecnológica
Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Rodrigo Bittar
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Conselho nega classificação de jornalismo ao vivo pela TV"
Deixe o seu comentário
Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.