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Salário extra da convocação é recusado por 27 deputados

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 27 de dezembro de 2005
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Até esta terça-feira, 27 deputados já abriram mão dos dois salários extras pela autoconvocação do Congresso Nacional durante o período do recesso constitucional. Deles, 20 não receberão o dinheiro. Os outros sete terão os valores repassados a instituições beneficentes.

Entre os 27 deputados, 10 são do PT, 6 do PTB, 3 do Psol, 3 do PSDB, 2 do PMDB, 1 do PV, 1 do PL e 1 do PPS. O número em 2005 é maior do que nas duas convocações anteriores. Em 2003, 12 deputados abriram mão da remuneração extra. Em 2004, foram apenas seis.

De acordo com a Mesa Diretora da Câmara, o prazo para os parlamentares protocolarem o pedido de não-recebimento da primeira parcela do salário encerrou-se hoje.

Fim dos extras

A pauta da convocação inclui o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2075/05, do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que acaba com a remuneração extra para a convocação. O deputado disse acreditar na aprovação da proposta já no início da autoconvocação. "Vivemos uma situação de fundo do poço. Nessas condições, a crise é maior do que o corporativismo. Terminará prevalecendo a opinião pública, que quer o fim dos extras", avaliou.

Raul Jungmann, no entanto, não está na lista dos 27 deputados que abriram mão dos salários a mais. Segundo o deputado, a remuneração extra será doada a duas instituições de caridade. A deputada Luciana Genro (Psol-RS) também já anunciou que vai protocolar o pedido na Mesa Diretora.

Estatuto do PT

O deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE) explicou que abriu mão dos salários para seguir o estatuto do partido, que se posiciona de forma contrária ao recebimento de salários extras em convocações extraordinárias. Para Santiago, o PT deveria tomar posições mais firmes no combate a regalias. "Esperamos que o nosso presidente, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), faça valer o estatuto partidário", pediu.

Santiago lembrou que, em outras ocasiões, deputados do PT foram punidos e suspensos das atividades porque não aceitaram votar de acordo com projetos do governo. "Esta também é uma questão estatutária", observou.

Notícias anteriores: Convocação inclui redução do recesso e Orçamento 2006

Reportagem - Paula Bittar

Edição - Francisco Brandão

 

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