O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, suposto operador do "mensalão", distribuiu nota oficial a respeito das informações apresentadas nesta quarta-feira pelo relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio. Na nota, Valério afirma que o relator não identificou qualquer irregularidade nos contratos de publicidade entre as empresas DNA e SMPB e órgãos públicos e empresas estatais.
"Especificamente com relação ao contrato com os Correios, ao contrário de ilações sobre favorecimentos, deve ser destacado que a SMPB foi a vencedora legítima da concorrência, da qual participaram 55 empresas. Nenhuma delas interpôs qualquer recurso para contestar o resultado final."
No texto, o empresário afirma ainda que os trabalhos publicitários da DNA para a Visanet não têm relação com o contrato entre a agência e o Banco do Brasil. "A Visanet é uma empresa privada, cuja pessoa jurídica é a Companhia Brasileira de Meios de Pagamento
(CBMP), da qual fazem parte vários bancos, dentre eles o Banco do Brasil. Logo, não há recursos públicos."
Empréstimos ao PT
A nota de Marcos Valério reafirma a tese dos empréstimos ao PT e nega que os recursos tenham origem em contratos de suas empresas com órgãos públicos. Segundo ele, suas empresas obtiveram seis empréstimos, totalizando cerca de R$ 55 milhões, junto aos bancos Rural e BMG, entre fevereiro de 2003 e outubro de 2004. O dinheiro, segundo ele, foi tomado a pedido do então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, "e são a única fonte dos recursos financeiros repassados ao PT e aos representantes de partidos aliados, seguindo orientações do ex-tesoureiro".
O empresário afirma ainda que as operações foram comprovadas com documentos e confirmadas por Delúbio e pelos beneficiários dos recursos. Ele lembra que os bancos que concederam os empréstimos, após sucessivas renovações, ajuizaram execuções contra suas empresas e os avalistas, cobrando valores atualizados de R$ 100 milhões. Em seguida, o próprio Valério teria entrado na Justiça para cobrar o dinheiro do PT.
Da Redação/RO
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