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Depoimento liga IRB a indenização suspeita de R$ 15 mi

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 16 de dezembro de 2005
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O presidente da Companhia de Fiação e Tecidos Guaratinguetá, Giampaolo Bonora, confirmou ontem, na sub-relatoria do IRB da CPMI dos Correios, que recebeu indenização por um incêndio ocorrido na fábrica, localizada em São Paulo, sem que tivesse renovado o seguro com a empresa Aliança da Bahia. De acordo com um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) a que a CPMI teve acesso, o seguro de cerca de R$ 15 milhões foi pago pelo IRB-Brasil Resseguros - antigo Instituto de Resseguros do Brasil, estatal ligada ao Ministério da Fazenda -, e não pela Aliança.

Bonora disse que nunca teve contato com o IRB e não soube explicar por que a apólice foi paga pela estatal, que o ressarciu em três parcelas. Segundo o empresário, os cheques do IRB foram nominais à Aliança, que os endossou à Guaratinguetá.

O sub-relator do IRB, deputado Carlos Willian (PMDB-MG), suspeita que a operação tenha sido feita à revelia da diretoria da estatal. Um dos funcionários do IRB, Juan Campos Dominguez Lorenzo, avalizou o acordo entre a empresa e a Aliança para o pagamento da apólice, sem que tivesse poderes expressos para isso.

Esquema

O acordo foi feito com o aval da Justiça, já que antes a Guaratinguetá cobrou, em ação, a indenização da Aliança, alegando que os documentos para renovação do contrato haviam sido enviados antes do vencimento do seguro. "Há evidências de um conluio entre a Aliança, a Guaratinguetá e o IRB que possibilitou o pagamento do seguro", concluiu Willian.

O sub-relator também estranhou a atuação do IRB nesse contrato. A empresa costuma trabalhar com seguros de grande porte, como de plataformas de petróleo, e em operações no mercado externo. "Há muita coisa estranha nesse caso. Teremos que convocar o funcionário do IRB a fim de explicar essa operação", assinalou.

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Reportagem - Janary Júnior

Edição - Sandra Crespo

 

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