O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse que a decisão do Plenário de rejeitar recomendação do conselho e absolver o deputado Romeu Queiroz (PTB-MG) quebrou uma tradição da Casa, que era a de o Plenário homologar os relatórios elaborados no conselho. Questionado se a decisão poderia representar futuras absolvições, Izar disse que tramitam no conselho dois processos "muito semelhantes" ao de Queiroz, que são as representações contra os deputados Roberto Brant (PFL-MG) e João Paulo Cunha (PT-SP).
Izar afirmou, no entanto, que isso não vai influenciar no trabalho do conselho, que continuará "trabalhando na mesma linha, transparente e independente". Ele reiterou ainda o interesse de aproveitar a autoconvocação do Congresso e concluir até oito processos contra deputados acusados de envolvimento no suposto esquema de "mensalão".
Histórico
Brant recebeu R$ 102 mil da SMPB. Segundo ele, a agência serviu de intermediária de uma doação feita pela Usiminas à sua campanha a prefeito de Belo Horizonte, em 2004.
João Paulo Cunha recebeu, por intermédio de sua esposa, Márcia Regina Cunha, R$ 50 mil em espécie na agência do Banco Rural no Brasília Shopping. Segundo ele, o dinheiro foi utilizado no pagamento de quatro pesquisas de opinião na região de Osasco (SP).
Depoimentos
As declarações de Izar foram dadas no início da reunião na qual serão ouvidas três testemunhas arroladas no processo contra o deputado João Magno (PT-MG): Paulo Vieira Albrigo, Charles Antônio Ribeiro e Hermínio Moura de Araújo. A convocação dessas testemunhas foi feita pelo relator do processo, deputado Jairo Carneiro (PFL-BA).
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Reportagem - Cid Queiroz
Edição - Rodrigo Bittar
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