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Vírus da aftosa não foi isolado no Paraná, diz técnico

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Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 13 de dezembro de 2005
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O chefe do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária do Paraná, Felisberto Queiroz Batista, confirmou há pouco, em debate na Câmara, que em nenhuma das amostras do gado do Paraná o vírus da febre aftosa foi isolado. Batista concordou com especialistas presentes na audiência pública que a técnica usada na análise clínica não é conclusiva. Por essa razão, considerou "precipitado" um diagnóstico baseado em uma técnica de análise como a que é usada.

Segundo Felisberto Batista, os animais sacrificados haviam recebido quatro doses de vacina em dois anos de vida; por isso, havia uma chance enorme de mostrarem uma "reação cruzada", ou seja, o falso positivo.

Os casos de focos de aftosa no Mato Grosso do Sul e do Paraná, na opinião do técnico, precisam ser melhor estudados. "A situação ensinou muito aos técnicos", disse. "Tiramos uma grande lição disso tudo, e vamos aperfeiçoar o nosso sistema defesa sanitária". Batista fala na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que realiza audiência pública para debater o surto de aftosa no Paraná.

Controle epidemiológico

O coordenador-geral de Combate às Doenças do Ministério da Agricultura, Jamil Gomes de Souza, ressaltou que o vírus da febre aftosa tem um comportamento diferente em populações desprotegidas e protegidas. "Se a população tem algum tipo de proteção, o vírus se manifesta de forma menos severa", disse. Segundo ele, os animais da fazenda Bonanza, no Mato Grosso do Sul - que teria sido a origem do gado levado para o Paraná - apresentaram as lesões, algumas em fase de cicatrização. "Importante é o controle epidemiológico, isto é, 1% de reatividade em testes sorológicos em animais que vieram de um foco não pode ser considerado um número irrelevante", ressaltou Jamil de Souza.

Segundo o técnico, as regras para a determinação do foco são gerais, e estabelecidas pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE). O ministério, disse, apenas aplicou os critérios determinados pela OIE.

"Normalmente, são feitos testes no rebanho vacinado, mas os índices de reatividade encontrados 60 dias depois da vacinação são muito menores do que os encontrados nos animais do Paraná, cuja vacinação havia sido feita em maio deste ano", explicou ainda.

A audiência pública está sendo realizada no plenário 6.

Reportagem - Cristiane Bernardes

Edição - Sandra Crespo

 

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