O integrante da Comissão de Liberdade de Expressão do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal Dioclécio Luz denunciou que, no Governo Luiz Inácio Lula da Silva, houve grande repressão às rádios comunitárias. Segundo informou, em dois anos, mais de 7 mil rádios foram fechadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela Polícia Federal. Só em 2005, a média é de 200 por mês e, até agora, 1.199 foram fechadas.
Ação truculenta
Como exemplo de uma ação truculenta de fechamento de uma rádio, Dioclécio citou a morte, em setembro deste ano, de Maria da Conceição, responsável pela rádio Tupi em Teresina (PI). Ele conta que ela faleceu por colapso, ao presenciar o uso de violência desnecessária na ação de fechamento pelos agentes da Anatel e da Polícia Federal.
Durante o painel "Comunicação como direito humano", do debate sobre radiodifusão comunitária promovido pela Comissão de Legislação Participativa, Dioclécio lembrou que há diversas jurisprudências que dão ganho de causa às rádios, mas que não são aplicadas. Ele acredita que esses fechamentos são políticos e não resultantes do desrespeito à lei, "como freqüentemente é alegado".
O debate prossegue no plenário 2.
Leia mais:Advogada diz que repressão a rádio não tem amparo legalSindicato reclama de concentração de concessões de rádioDiretor de ONG diz que governo não apóia rádio comunitáriaRecomeça debate sobre radiodifusão comunitáriaRádios comunitárias querem reabertura de concessõesCasa Civil quer mudança em regras sobre rádio comunitáriaComissão promove debate sobre radiodifusão comunitária
Reportagem - Simone Salles
Edição - Regina Céli Assumpção
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "Jornalista denuncia repressão em fechamento de rádios"
Deixe o seu comentário
Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.