A Comissão Mista de Orçamento concluiu o levantamento das emendas apresentadas à proposta orçamentária para o próximo ano: 8.550 referem-se a despesas, 5 a receitas e 59 ao texto. As emendas propõem novos gastos da ordem de R$ 77,4 bilhões, sendo a maior parte direcionada a investimentos. No ano passado, as emendas orçamentárias acrescentavam gastos de R$ 78,2 bilhões, mas apenas R$ 9,9 bilhões foram aprovados.
Segundo o relatório divulgado pela comissão, o Rio de Janeiro foi o estado mais beneficiado com emendas coletivas (R$ 3,6 bilhões), enquanto Sergipe foi o que recebeu menos indicações (R$ 515 milhões). A emenda de maior valor individual foi apresentada pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, que propõe a liberação de R$ 3,4 bilhões para aumentar o valor do salário mínimo dos R$ 321 propostos pelo governo para R$ 400.
O relator-geral do Orçamento, deputado Carlito Merss (PT-SC), informou que suas estimativas para o reajuste do salário mínimo são para um valor entre R$ 330 e R$ 400.
Reestimativa de receitas
Merss anunciou para até a próxima terça-feira (6) a conclusão da reestimativa das receitas do Orçamento, que deverão ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 11 bilhões acima do que constava do projeto original. As previsões iniciais definiam receitas da ordem de R$ 1,637 trilhão, sendo que cerca de R$ 834 bilhões correspondem à rolagem da dívida pública.
Confira a relação das emendas apresentadas
Reportagem - Sílvia Mugnatto
Edição - Rodrigo Bittar
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