O ex-deputado José Dirceu disse há pouco, em entrevista coletiva, que não recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para protelar seu julgamento na Câmara, e sim para preservar o processo legal. Segundo ele, está na hora de o Brasil começar a discutir a transferência do poder de cassação do Parlamento para o STF. "Isso já ocorre nas democracias mais avançadas do mundo", ressaltou.
Ao defender a mudança na legislação nesse sentido, Dirceu acrescentou que o parlamentar só deveria perder o mandato depois de transitado em julgado na Justiça. "O máximo que poderia ocorrer no Congresso seria a suspensão do mandato enquanto o parlamentar responde a processo na Justiça."
Dirceu anunciou que vai entrar com queixa-crime contra o escritor Yves Hublet, que lhe deu golpes de bengala.
Relação com a imprensa
Dirceu reconheceu que não soube manter uma boa relação com a imprensa. "Como ministro, errei muito nessa relação", disse o ex-deputado. Ele não poupou críticas a veículos de comunicação, segundo avaliou, teriam "partidarizado a crise política".
A coletiva concedida por Dirceu foi acompanhada pelo líder do PT, deputado Henrique Fontana (PT-RS); o deputado Eduardo Valverde (PT-RO); o corregedor-geral, Ciro Nogueira (PP-PI); entre outros parlamentares que apareceram para cumprimentar Dirceu.
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Reportagem - Janary Júnior
Edição - Regina Céli Assumpção
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