Teclado:

Direito 2 - Beta
Busca:   
Últimas da ACam

Delegado da PF critica ausência do Estado na fronteira

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto
Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 1 de dezembro de 2005
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  
Links Patrocinados

O Estado é ausente na fronteira do Brasil com a Argentina e Paraguai e, por isso, a fiscalização tem sido totalmente falha. O desabafo foi feito nesta quinta-feira pelo delegado da Polícia Federal em Guarapuava (PR) José Alberto Freitas Iegas aos deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas.

Segundo Iegas, tais dificuldades permitem a entrada constante, e fácil, de drogas, armas e munições no Brasil, vindas dos dois países vizinhos. O delegado mostrou que os principais problemas fronteiriços que enfrenta no Paraná são a entrada de entorpecentes, especialmente lança-perfume, da Argentina; e de armas e munições, do Paraguai. Na Argentina, segundo o delegado, o lança-perfume é vendido livremente como aromatizador de ambientes.

Rota dos ilícitos

Iegas disse que alguns dos principais municípios do Paraná que recebem produtos ilícitos da Argentina são Capanema, Tranchita e Santo Antônio do Sudoeste. Dessas cidades, os produtos seguem para Cascavel, e dali são distribuídos para o Brasil inteiro.

Cascavel, segundo informou o delegado, é um "pólo de desenvolvimento de atividades ilícitas" e, para Iegas, é curioso o fato de a cidade não ter posto da Polícia Federal. Outro município paranaense que concentra muitos criminosos ligados ao tráfico de armas e drogas é Umuarama, que também não tem delegacia da PF.

Dificuldades

Responsável pelo flagrante de prisão de Adriel José Taparo com dois fuzis e mais de 12 mil munições de armas de grosso calibre em Laranjeira do Sul (PR), em 22 de outubro deste ano, Iegas reclamou que está tendo dificuldades com a Justiça para conseguir a quebra dos sigilos telefônico e bancário do criminoso.

Segundo o delegado, o acesso aos contatos feitos por Taparo tornarão possível a identificação de outras pessoas vinculadas à compra de armamento ilegal no Paraguai para vender, sobretudo, em São Paulo e Rio de Janeiro.

O deputado Colbert Martins (PPS-BA) ficou encarregado pelo presidente da CPI, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), de encaminhar à comissão pedido de quebra dos sigilos de Taparo. O requerimento deverá ser votado na próxima reunião da CPI, informou Torgan.

Indiciamento

Taparo também foi ouvido hoje na CPI, mas nada acrescentou ao que os integrantes da comissão já sabiam a partir dos autos de apreensão elaborados pela Polícia Federal no Paraná.

Torgan informou a Taparo que, por ter se calado durante o depoimento na CPI, que tem poder de Justiça, poderá ser indiciado por negar a verdade à comissão. Outro crime pelo qual Taparo pode ser acusado, segundo o presidente da CPI, é o de formação de quadrilha. Esses crimes, de acordo com o deputado, podem elevar sua pena de reclusão para até 16 anos.

Leia mais:Traficante não revela nada a integrantes de CPINotícias anteriores: Ex-motorista denuncia tráfico em caminhões de empresa Organização e alcance do PCC surpreendem parlamentares

Reportagem - Maria Clarice Dias

Edição - Sandra Crespo

 

 Link para a página original


0 pessoas comentaram a notícia "Delegado da PF critica ausência do Estado na fronteira"

    Deixe o seu comentário

    Utilize se necessário <b><em><i><u><strong> em seu comentário.

    Ao comentar, você está automaticamente concordando com os critérios de uso dos comentários deste site.

     Notifique-me dos próximos comentários por e-mail...


    Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.

    * Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.
    Recomende esta página   Imprimir esta página
    © 1999 - 2011 Direito2.com.br® alguns direitos reservados.
    Termos de Uso - Privacidade - Alerta - Informar Bug - Acessibilidade

    Todo o conteúdo poderá ser copiado desde que devidamente identificada a origem.
    Processada em 0.891s
    Brasil
    Aprovado - Acessibilidade Brasil
    NAC: C976D GKG2G
    Veja meus vizinhos na Internet
    Valid XHTML 1.1
    Valid CSS!
    Any Browser
    W3 Table Less