A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios aprovou 24 requerimentos do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) que quebra o sigilo bancário, fiscal e telefônico de 13 fundos de pensão, seis empresas que operam no mercado financeiro e cinco pessoas físicas. A reunião foi encerrada logo em seguida.
Todos os pedidos já haviam sido aprovados anteriormente pela CPMI. No entanto, o deputado decidiu reapresentá-los com uma fundamentação melhor para evitar questionamentos na Justiça. O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminares impedindo a quebra de sigilo do fundo de pensão da Cedae (companhia estadual de água do Rio) e das corretoras de valores Euro, Quantia e Quality, que atuavam junto aos fundos de pensão investigados pelas CPMI. Todos eles tiveram o sigilo quebrado novamente.
Tentam ainda impedir na Justiça a quebra de sigilo pela CPMI a empresa Royster Serviços, o economista e empresário Lúcio Bolonha Funaro e o corretor de valores Renato Luciano Galli.
Sigilo quebrado
Tiveram sigilo quebrado novamente hoje a Funcef (Caixa Econômica Federal), Petros (Petrobras), Geap (Fundação de Seguridade Social), Real Grandeza (Furnas), Centros (Banco Central), Serpros (Serpro), Postalis (Correios), Portus (da antiga Portobrás), Previ (Banco do Brasil), Sistel (trabalhadores em telecomunicações), Nucleos (Eletronuclear), Refer (ferroviários) e Prece (Cedae).
Também foram aprovados pedidos para quebra de sigilo das empresas Euro, Royster Serviços, Laeta, Novinvest, Quantia e Quality e de José Osvaldo Morales, Cezar Fassoun, Renato Luciano Galli, José Roberto Funaro, Lúcio Bolonha Funaro.
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Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Francisco Brandão
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