Manter orientações permanentes nas escolas sobre riscos do uso de drogas, de se contrair Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis. É o que propõe o projeto de lei 66/99, já aprovado em três comissões da Câmara, a de Seguridade Social e Família; de Educação, Cultura e Desporto e de Constituição e Justiça e de Redação. O projeto aguarda apenas votação da redação final na CCJR para seguir para análise no Senado.
Para a autora, deputada Iara Bernardi (PT-SP), somente um Programa contínuo nas escolas com estas orientações poderá diminuir casos de gravidez na adolescência e de contaminação pelo HIV entre jovens.
Um espaço permanente para que crianças e adolescentes se informem e tenham total liberdade para expressar dúvidas sobre sexo e drogas. Assim pode ser a escola do ensino fundamental e médio no futuro. Pelo projeto aprovado na Câmara, professores de várias matérias que tenham interesse em discutir esses assuntos na sala de aula vão receber treinamento especial. A idéia é fazer com que o Programa de Orientação Sexual, de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis e de Prevenção ao Uso de Drogas se torne oficial no currículo das escolas públicas e particulares.
As orientações vão fazer parte de várias disciplinas e serão passadas conforme a idade e as necessidades de cada turma. Os Ministérios da Saúde e da Educação seriam os responsáveis pela elaboração do Programa. Segundo a deputada, só a partir do interesse do adolescente sobre determinado tema é que se pode ampliar seu conhecimento e auxiliar na mudança de comportamento. " E a escola seria o melhor lugar para isso".
Por Patrícia Gonçalves/ RCA
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