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Empresários lançam pacto contra corrupção

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 9 de dezembro de 2005
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Bruno Bocchini

Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Entidades do setor empresarial lançaram hoje (9) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) um pacto contra a corrupção. O acordo entre as instituições tem a intenção de inviabilizar a atividade econômica de empresas que adotam a corrupção como forma de gestão. Participam da mobilização as principais federações de indústrias do país.

Segundo os organizadores do movimento, as empresas que se propuserem a assinar o acordo vão assumir um compromisso voluntário em favor da ética e terão de adotar procedimentos concretos anti-corrupção, como a elaboração e cumprimento de códigos internos de conduta ética. Os funcionários das empresas poderão denunciar o não cumprimento do compromisso, utilizando-se de mecanismos como ouvidorias, que também terão de ser criadas pelas empresas comprometidas.

O lançamento do pacto foi promovido pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, pela Patri - Relações Governamentais e Políticas Públicas, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), pelo Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime (Unodc) e pelo Comitê Brasileiro do Pacto Global.

O pacto ficará à disposição da sociedade em consulta pública até o dia 9 de março de 2006. As pessoas que quiserem colaborar com a construção dos termos do acordo, poderão sugerir novas idéias pelos sites: Instituto Ethos (www.ethos.org.br), Patri (www.patri.com.br), Unodc (www.onu-brasil.org.br), Pnud (www.pnud.org.br) e Comitê Brasileiro do Pacto Global (www.pactoglobal.org.br). A partir de 13 de março de 2006, o pacto deve entrar em funcionamento.

Segundo a coordenadora da unidade de Parcerias Estratégicas do Pnud, Marielza Oliveira, não existe ainda um estudo que demonstre quanto economicamente o Brasil perde com a corrupção. No entanto, dados da Onu indicam que no mundo a corrupção anualmente é responsável pelo desvio de valores que variam entre US$ 600 bilhões e US$ 1,5 trilhão.

"O custo econômico é incerto, mas o custo social é visível para nós todos. Ele chama-se fila do INSS, ele chama falta de livro na escola, chama merenda que não chegou, esse é o nome desse custo que a gente vê", diz Oliveira.

O presidente do Comitê Brasileiro do Pacto Global, Oded Grajew, afirma que o movimento quer mobilizar a sociedade para que as pessoas passem a valorizar mais as empresas que assinarem o pacto. Ele diz que o movimento vai pressionar os governos, municipais, estaduais e federal, a só comparem produtos e serviços dos signatários do acordo.

"O nosso trabalho é valorizar as empresas que vão aderir ao pacto, e dificultar a vida das empresas que não vão", afirma.

 

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