Lupi Martins
Repórter da Agência Brasil
Porto Alegre - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, considera que será "gravíssimo" se o Congresso não aprovar o Orçamento de 2006 ainda este ano e cobrou responsabilidade dos parlamentares do governo e da oposição nesse processo. "Acho gravíssimo a não aprovação do orçamento. Porque orçamento não é um capricho do governo, mas é peça que baseia o gasto necessário de ser feito para toda sociedade, tanto em investimentos quanto na chamada despesa corrente", afirmou ela ontem (8) à noite. Dilma teve encontro com economistas gaúchos, em um hotel de Porto Alegre, onde recebeu o Prêmio Economista do Ano, do Conselho Regional de Economia.
Dilma lembrou que um problema na aprovação do Orçamento pode desencadear conseqüências na administração pública de todo o país. "Por exemplo, a transferência do Sistema Único de Saúde-SUS tem uma parte expressiva, é despesa corrente, tem que ser passada, assim como também a parte da educação", disse.
Ela destacou ainda o possível prejuízo para os beneficiados pelos programas federais da área social. "No Bolsa Família, são 32 milhões de brasileiros beneficiados. Tornar impeditivo, não dar prosseguimento à discussão do orçamento, é grave.Tanto oposição como situação têm responsabilidade na peça orçamentária", afirmou.
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