Keite Camacho
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A política monetária do Banco Central foi um dos fatores que provocou a queda da estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. A avaliação é do economista Fábio Giambiagi, coordenador do Grupo de Acompanhamento Conjuntural do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um dos responsáveis pelo estudo publicado ontem (6) que apontou a queda na estimativa da entidade.
Ontem (6), o Ipea reviu as perspectivas de crescimento do PIB - a soma de todas as riquezas do país - de 2005 e 2006. Para este ano, a entidade espera que o PIB cresça 2,3% e não 3,5%%; enquanto que para o ano que vem a expectativa de crescimento caiu de 4% para 3,4%.
Segundo Giambiagi, entre os fatores que provocaram a mudança está o aumento da taxa básica de juros (Selic) em setembro do ano passado, o que gerou reflexos negativos na economia. "Temos certa dificuldade em atribuir o grosso do que aconteceu aos efeitos da política monetária, principalmente, levando em consideração que a taxa de juros tinha deixado de aumentar", afirmou. Desde maio deste ano o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vem reduzindo a Selic. Em reunião realizada em setembro, a taxa caiu de 19% para 18,5% ao ano.
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