Patrícia Landim
Da Agência Brasil
Brasília - O projeto de manejo sustentável do pirarucu será ampliado, a partir de 2006, para todas as unidades de conservação da Amazônia onde exista o potencial de criar o peixe. Isso já ocorre nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá e de Fonte Boa. É o que informa o chefe do núcleo de recursos pesqueiros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Júlio Siqueira.
A técnica do pescado é utilizada desde 1999, na qual se faz uma contagem e é estipulada uma cota de captura do peixe, a ser autorizada pelo Ibama. O projeto começou com três toneladas e hoje está em torno de 300 toneladas, mantendo a escala crescente de produção.
Segundo Júlio Siqueira, o ponto positivo está na reprodução do peixe que cresce bastante e, com isso, as comunidades melhoram a renda por meio da venda do pescado. Já o lado negativo, de acordo com ele, ainda é a pesca ilegal. "A gente acredita que essa ação de colocar no mercado um peixe legal com qualidade e baixo custo dificulta o pescado ilegal e o faz diminuir", informou.
Ele aponta que umas das novas ações para 2006 é ensinar às comunidades a agregar valor ao pirarucu inteiro, como aproveitar as escamas para o artesanato. "Assim, garante uma renda extra de um produto que podia ser descartado."
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