Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje (5) que a companhia está negociando com os estaleiros "caso a caso" o realinhamento dos contratos estabelecidos em dólar. Eles foram assinados na época em que a moeda dos Estados Unidos estava cotada por volta de R$ 3 - hoje US$ 1 corresponde a algo em torno de R$ 2,20.
"A situação é de despesas relacionadas à moeda nacional e a dólar e, uma vez constatado o desequilíbrio, nós deveremos fazer negociações para restabelecer o equilíbrio dos contratos", afirmou Gabrielli, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O presidente da estatal disse não haver novidades em relação à Bolívia. O governo daquele país estabeleceu no início deste ano uma Lei do Petróleo (Ley de Hidrocarbonetos), que aumentou de 18% para 50% os impostos cobrados às empresas estrangeiras que atuam no setor de petróleo e gás naquele país.
O prazo de adequação das companhias estrangeiras às novas regras impostas pelo governo boliviano se encerrou em 15 de novembro deste ano. Com a renúncia do ministro de Minas e Energia e a proximidade das eleições para presidente e Congresso da Bolívia, no dia 18, o processo foi suspenso. Por isso, a posição da Petrobras é de aguardo dos acontecimentos. "A Bolívia é um país autônomo, soberano, que decide o que fazer", declarou Gabrielli.
A Petrobras está presente na Bolívia desde 1996, com investimentos da ordem de U$ 1,6 bilhão, participando com cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial boliviano.
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