Teclado:

Direito 2 - Beta
Busca:   
Últimas da ABr

Pacote de desenvolvimento para países pobres é criticado por organização não-governamental

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto
Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 24 de dezembro de 2005
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  
Links Patrocinados

Brasília, 24/12/2005 (Agência Brasil - ABr) - Além do prazo até 2013 para o fim dos subsídios às exportações agrícolas, o pacote de desenvolvimento para os países mais pobres - comemorado como um dos progressos da 6ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio, encerrada no último domingo (18) em Hong Kong - foi alvo de críticas da organização não-governamental Action Aid.

O pacote prevê abertura de no mínimo 97% dos mercados dos países desenvolvidos, livre de cotas e tarifas, aos produtos países de menor desenvolvimento relativo. "É uma grande falácia, porque os 3% de exceção que o países ricos conquistaram permite escaparem de qualquer compromisso efetivo. Os 3% que sobram significam, no caso dos Estados Unidos, 400 linhas tarifárias [produtos] e no caso do Japão, 180", argumentou Adriano Campolino, da Action Aid - Brasil.

.

Na barganha por avanços na área agrícola, os países em desenvolvimento aceitaram a chamada fórmula suíça para corte de tarifas de bens industriais. Essa fórmula implica, na prática, cortes maiores para tarifas maiores - os coeficientes, que determinam o tamanho desses cortes, deverão ser negociados nos próximos meses.

"Abriu-se uma área muito perigosa para os países em desenvolvimento. Quando se diminui a tarifa industrial, tem-se produtos de fora chegando a um preço que pode deslocar a produção e afetar empregos. No caso do Brasil, pode-se ter pelo menos 2 milhões de empregos ameaçados na indústria de calçados, de têxteis e automobilística, por exemplo", explicou Campolino.

Ele lembrou que "nos interesses dos países em desenvolvimento, o acordo estabelece teto, um limite máximo que não pode ser melhorado; e no caso dos interesses dos países ricos, o acordo curiosamente estabelece o piso, o ponto de partida".

Como único aspecto positivo da Conferência da OMC, Campolino destacou a união do mundo em desenvolvimento: "Há diferentes percepções entre os diferentes países em desenvolvimento, mas o simples fato de terem conseguido, ao menos, expressar onde querem chegar com a rodada, já cria um ambiente político diferente. Não tenho dúvida de que o diálogo entre o G 20 e o G 90 vai ser melhor, mais qualificado, e só através deste dialogo a gente consegue parar com a ofensiva dos americanos e dos europeus".

 

 Link para a página original


0 pessoas comentaram a notícia "Pacote de desenvolvimento para países pobres é criticado por organização não-governamental"

    Deixe o seu comentário

    Utilize se necessário <b><em><i><u><strong> em seu comentário.

    Ao comentar, você está automaticamente concordando com os critérios de uso dos comentários deste site.

     Notifique-me dos próximos comentários por e-mail...


    Você deseja ver o seu avatar no seu próximo comentário? Você precisa do Gravatar.

    * Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.
    Recomende esta página   Imprimir esta página
    © 1999 - 2011 Direito2.com.br® alguns direitos reservados.
    Termos de Uso - Privacidade - Alerta - Informar Bug - Acessibilidade

    Todo o conteúdo poderá ser copiado desde que devidamente identificada a origem.
    Processada em 0.344s
    Brasil
    Aprovado - Acessibilidade Brasil
    NAC: C976D GKG2G
    Veja meus vizinhos na Internet
    Valid XHTML 1.1
    Valid CSS!
    Any Browser
    W3 Table Less