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Para ministro, documento da OMC reflete união dos países em desenvolvimento

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 18 de dezembro de 2005
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Mylena Fiori

Enviada especial

Hong Kong - A definição de uma data para a total eliminação dos subsídios à exportação e o lançamento de um pacote de desenvolvimento para os países mais pobres - ainda que, nos dois casos, abaixo das expectativas dos países em desenvolvimento - conseguiram amenizar a falta de avanços concretos em Agricultura na 6ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Isso dá um certo grau de credibilidade ao processo", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, após a divulgação do texto final da reunião.

"Temos um resultado que não é extraordinário, mas é positivo", avaliou Amorim, enfatizando que só foi possível avançar devido à uniao do mundo em desenvolvimento. "A unidade dos países em desenvolvimento acabou se refletindo em um documento que tem na parte agrícola avanços que não são imensos, mas são importantes", resumiu.

A falta de resultados concretos colocaria em cheque não apenas a possibilidade de se estabelecer regras mais justas de comércio, mas a própria OMC como fórum de negociação de acordos que valem para 149 países.

Desde o princípio da reunião, a falta de perspectivas de progressos em acesso a mercados fez que os ministros do G 20 - grupo de países liderado pelo Brasil e pela Índia - apostasse na fixação de uma data, de preferência 2010, para o fim dos subsídios à exportação, tema em que aparentemente não haveria empecilhos para consenso. A eliminação dos subsídios, em si, já tinha sido negociada em julho de 2004.

Amorim e o ministro de Comércio da Índia, Kamal Nath, insistiram que a determinação da data não era o mais importante da rodada, mas indicaria uma disposição negociadora por parte da União Européia, que se mantinha irredutível nas negociações sobre abertura do mercado eurupeu para produtos agrícolas dos países em desenvolvimento.

 

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