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Lojas de departamentos, segundo pesquisa, terão desempenho negativo no ano

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 17 de dezembro de 2005
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São Paulo, 17/12/2005 (Agência Brasil - ABr) - Entre os setores apontados pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio) como os que apresentarão desempenho negativo em 2005, na Região Metropolitana de São Paulo, as lojas de departamentos indicam a maior queda no faturamento real (13%).

Para a Fecomercio, esse será o resultado de um desempenho fraco ao longo do ano, explicado pela retração das vendas no Dia das Mães e pelo endividamento do consumidor. Na comparação de dezembro deste ano para o mesmo período do ano passado, a queda registrada será de 19%.

A pesquisa aponta influência da taxa de juros e da carga tributária no resultado do segmento das lojas de materiais de construção, que conforme as expectativas da Fecomércio deve sofrer queda de 6% no faturamento em 2005. As vendas caíram, aponta a PCCV, porque acompanharam o desempenho da construção civil: "Em outubro, o varejo de material de construção teve o segundo pior desempenho entre os segmentos pesquisados, registrando uma redução de 11,2% no faturamento em relação ao mesmo mês de 2004".

Apesar da previsão de queda de 2% em 2005, as lojas de móveis e decorações apresentaram desempenho positivo durante todo o ano. De acordo com a PCCV isso está associado à estabilidade dos juros do comércio nos últimos meses, à manutenção do nível de emprego na Região Metropolitana de São Paulo, ao aumento do rendimento médio real, à expansão e facilidade para obtenção de crédito pra aquisição de bens e financiamento imobiliário e à comercialização de imóveis novos.

Já para o setor de supermercados, as previsões da PCCV são de que o segmento feche o ano com queda de 1%. Os empresários "sofrem com o impacto da concentração do consumo nos bens duráveis e com a estagnação da renda real". Os cálculos dos economistas da Fecomercio revelam que até outubro o índice de retração no faturamento real ficou em 2,5%, em função da baixa do dólar e da deflação dos preços dos alimentos. Nesse item, a pesquisa considera apenas os produtos comuns a todos os supermercados, como alimentos e produtos de limpeza.

 

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