Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil
Hong Kong (China) - A aproximação dos diferentes grupos de países em desenvolvimento vem sendo comemorada como um dos poucos avanços, até o momento, da 6ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio, que teve início na última terça-feira e prossegue ate o dia 18.
"Da mesma maneira que Cancún (onde se realizou a 5ªreunião ministerial) serviu para o surgimento do G20, e isso mudou a estrutura das negociações, também estamos criando aqui, pela primeira vez, as bases de praticamente todos os países em desenvolvimento", avaliou o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Para ele, o mais importante disso é que tal união não se baseia em uma divisão norte-sul, mas na definição pragmática de objetivos comuns.
O mundo em desenvolvimento combate os subsídios à exportação de produtos agrícolas que distorcem o comércio internacional. Os diferentes graus de desenvolvimento e as divergências de interesses em outros setores, porém abrem caminho para ofertas tentadoras de preferências por parte dos paises desenvolvidos.
"É claro que queremos resultados práticos, mas a união também dificulta a manipulação, dificulta a divisão de interesses, dificulta camuflar objetivos protecionistas com falsos objetivos morais", declarou Amorim. Amanhã (16), está prevista nova reunião entre os integrantes do G20 e do G90 (o grupo dos 90 países mais pobres do mundo), para fortalecimento de posições.
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