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Hospital que estava sob intervenção federal reabre espaços no Rio

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 15 de dezembro de 2005
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Thaís Leitão

Repórter da Agência Brasil

Rio - O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, José Gomes Temporão, reabriu hoje (15), no Rio de Janeiro, seis salas do centro cirúrgico e um espaço para recuperação pós-anestésico no Hospital Geral da Lagoa, na zona sul da cidade.

A unidade hospitalar ficou sob intervenção federal, a partir de março deste ano, e foi devolvida ao Ministério da Saúde em setembro. Para o secretário, as ações de hoje vão ajudar a recuperar o atendimento de excelência que já foi marca da unidade. O Hospital da Lagoa completa, hoje, 43 anos.

Segundo Temporão, o hospital passou por profundas mudanças desde que voltou à administração federal. "A realidade atual do Hospital da Lagoa é radicalmente diferente daquela que encontramos no momento da crise no Rio. Hoje podemos dizer que um hospital que já foi um dos berços da boa medicina carioca e estava praticamente desativado está sendo devolvido à população oferecendo serviços de qualidade", afirmou.

De acordo com o secretário, antes da intervenção federal, 80% dos equipamentos de diagnóstico e terapia estavam parados. Também estavam desativados o centro cirúrgico e o serviço de radiologia. Atualmente, o hospital conta com 212 leitos ativos e realiza, por mês, 18 mil consultas ambulatoriais e 300 cirurgias.

Ainda como parte das estratégias de recuperação do sistema de saúde do Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde prevê que, no ano que vem, sejam investidos cerca de R$ 60 milhões em 20 municípios da região metropolitana fluminense, além de R$ 40 milhões na retomada das obras do Hospital de Queimados, na Baixada Fluminense. As obras dessa unidade estão paradas desde a década de 90.

O prédio do Hospital Geral da Lagoa tem fachada projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e os jardins, por Burle Marx. O edifício foi adquirido na década de 60 pelo antigo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB) e, posteriormente, foi integrado à rede do extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps).

 

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