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Agência de Vigilância Sanitária reduziu quantidade de iodo desde 2003

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 12 de dezembro de 2005
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Bianca Paiva

Da Agência Brasil

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, já em 2003, a redução da quantidade de iodo no sal de cozinha. A informação é de Ana Virgínia Figueiredo, gerente de Controle de Riscos de Alimentos da Anvisa. Segundo ela, a agência resolveu aumentar o teor em 1998 devido ao elevado número de casos na época de bócio, doença causada pela falta de iodo. Mas voltou atrás, cinco anos depois.

"Em função dos resultados do projeto Thyromobil, a coordenação geral de Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde solicitou, em 2003, que a Anvisa revisasse os níveis de iodo no sal", explicou. Entre 2001 e 2002, na pesquisa batizada de Projeto Thyromobil, foram examinadas 2.089 crianças de oito estados (entre 7 e 14 anos). Constatou-se que 70% delas tinham excesso de iodo na urina. A pesquisa, feita pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), constatou que o excesso de iodo no sal de cozinha, comercializado entre os anos de 1998 e 2003.

A gerente informou que os organismos internacionais determinam que o ideal para a excreta urinária de iodo é entre 100 e 119 mcg/l (micrograma de iodo por litro de urina). "No projeto, eles identificaram que mais de 65% da população escolar investigada tinha uma excreta urinária de iodo maior que 300 mcg/l, muito acima da faixa considerada ideal", disse.

Medeiros Neto, que também é assessor no Comitê de Nutrição do Ministério da Saúde, lembra que a falta de iodo também é um mal para a saúde. "Sem iodo, quem mais vai sofrer é o binômio materno-fetal, quer dizer, as mulheres que estão em período de gestação e o bebê que elas carregam. Sem iodo, a criança não tem como produzir o hormônio da tireóide e pode nascer com sérios problemas de rebaixamento mental", informou.

As pesquisas da Universidade de São Paulo também constataram que o brasileiro está consumindo sal acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, o que pode ocasionar além das doenças da tireóide, hipertensão arterial.

"O brasileiro está comendo muito sal. Calculávamos que as pessoas estavam ingerindo aproximadamente 10 gramas de sal por dia. Estamos chegando à conclusão de que esse calculo está subdimensionado, isto é, as pessoas devem estar consumindo entre 12 a 16 gramas de sal por dia", acrescentou o professor da USP.

 

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